quinta-feira, 29 de julho de 2010

Assassinato de número três.

Ás vezes espero demais das pessoas. Conto com a esperança para a sobrevivência de um amor, embora o veja sangrando e doente todos os dias (o que machuca-me profundamente). Só quero ir à um lugar onde nada é real, onde meus sonhos são concretizados e eu possa gritar à todos o quão és importante para mim.
Ou o quanto foi importante para mim.
O tempo verbal é essencial para o entendimento.

Bom, talvez nada mais volte, ou eu viva mais um sonho louco (digo, com alucinógenos, ótimo meio para sair do mundo, ou o melhor), cujo objetivo é ensinar à mim como devo comportar-me perante coisas de valor, atribuir um preço à.
Valorizar, sim, essa foi a palavra! Eu nunca soube valorizar ninguém; pelo menos nunca aprendi à fazê-lo quando tinha em mãos. Será este meu maior erro? Receio que sim.

Mas eu nunca aprendi, e agora que sei o que significa, já não tenho mais... E se o tivesse, de que adiantaria? Se só valorizo depois que perco... Ah, maldito ditado. Vou matá-lo. Cuidado comigo. Risca essa última parte. Mas seria interessante assassinar um ditado... Risca de novo.


 


Esse texto já não faz nenhum sentido. Coloquemos uma pitada, então. Estou muito triste por que perdi uma batalha, cujo perdedor sempre fui eu, iminentemente. Eu lutei comigo mesmo. Tentei resgatar esperanças, enquanto tentava matá-las. 

Eu matei esperanças.
Eis um crime. Eu as assassinei a sangue frio.
E disse um último adeus à um amor.
Não vale a pena lutar por ele.
Meu sorriso não ilumina mais aquela cidade inteira, afinal.

2 comentários:

bell disse...

Não mate a esperança, não diga adeus à um amor. Pelo menos não faça desse adeus o último, é. eu amei o texto, mesmo mesmo. Pra variar você escreve bem né nenis? HAHA

A Bela Adormecida disse...

Nós sempre esperamos das pessoas, oque elas não podem ou não querem nos oferecer. E isso é triste. Todos temos sonhos, que as vezes, por não sabermos se a pessoa quer mesmo realiza-lo, acabamos matando todas as esperanças.Detalhe: Você escreve muito bem ²