O que me mata não é saber que consegues viver sem mim, mas o fato da minha dependência.
Você, nicotina, eu, amor.
O meu coração poderia bater pelo meu orgulho (algo que amo muito em mim), por algum abraço ou inclusive por Deus, mas não. Citar aquelas duas palavrinhas mágicas me consome. O que, no meu caso, é seu nome.
Mas porquê?
Oras, eles não dizem que só se dá valor quando perde? Pois é, perdi.
Eu queria reaprender a viver por mim, sozinha, dona de si. Entretanto, quando tento esquecer, lembro o som da sua risada, das palavras e algumas memórias fotográficas. Trilhas sonoras ecoam pelo quarto, e então choro, desejando parar. Simplesmente deixá-lo ir com as cinzas da queima do meu coração. Você suga o ar dentro de mim e não o traga, por que, se o fizesse, estaria impregnada com o meu amor, fazendo-se vivo. Fuma por diversão.
Desculpe pelo diversão, não é sua culpa. Aliás, nada disso é realmente algo à te culpar (sem ironia). Isso é tudo em virtude da imagem idealizada que formei sobre a sua pessoa. Você é maior que eu, para mim. Você deixa de ser você para ser a minha você. Entende a diferença entre vocês?
Preciso fugir dessa cidade,
ir para um lugar bem longe,
mas infelizmente estou
movendo-me em direção à ti.
Literalmente.

2 comentários:
MEU DEUS! receio ainda estar desacordada no chão do quarto frio que li estas palavras tão quentes! que texto mais rico! a relação dos vícios, do "tragar", da idealização que todos os seres humanos fazem do amado, esta tudo tão nítido e ao mesmo tempo tão subliminar. parabéns!
porém, preste atenção em alguns erros na gramática! em algum momento você escreveu "esqueÇer", então corrija (;
lindo!
Sei de quem se trata isso. Pelo menos ACHO que sei. Mas, calma. Você vai conseguir amor,é sério. E quanto a "diversão" e a "culpa", acho que não vi nenhuma ironia realmente, e ao mesmo tempo vi algumas verdades escondidas no meio de palavras e sentimentos
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