terça-feira, 10 de agosto de 2010

Isso é um desabafo, memória.

''Você promete dizer a verdade, somente a verdade?''
''Sim, eu prometo.''

Há momentos que são unilateralmente lembrados pela memória, como uma cilada. A mente humana é muito específica. Você pensa que é diferente, mas no final somos todos parecidos com nossos semelhantes. Todos temos algumas anomalias, mas analisando fisica e funcionalmente, batemos com o mesmo ritmo. Seu cérebro provavelmente é dividido em lados esquerdo e direito, o primeiro responsável pelo seu raciocínio, e o último, pelo seu lado artístico. Mas de que serve todo essa introdução, afinal? Bom,  primeiro para aumentar seus conhecimentos; e segundo, meu caro, por que a região onde localiza-se as lembranças está em todos os cantos do seu sistema nervoso. Sua memória pode ser tanto lógica, quanto criativa. Obviamente uma não nega a outra, entretanto o meu ponto é explicar as minhas próprias dores e sorrisos através desse artigo levemente científico. 

Você vem comigo?

E essa arte de recordar alguns fatos é preservada sob dois conceitos; a memória habitual e a eterna. Uma serve para lembrar de coisas cotidianas, como movimentos da sua própria locomoção, e a outra, são aquelas que sempre estarão embutidas dentro de você; você não pode fugir dela.

Sem mais delongas, admito possuir um imenso pavor da minha memória eterna. Ela recorda-me todos os momentos de um olhar cujo brilho, ao meu, é desconhecido; ela me tenta, me prova, me testa diariamente. Ás vezes, desejo que esta explosão da minha cabeça enlouqueça-se e transfigure-me numa pessoa com Mal de Alzheimer

A minha memória faz questão de, ao passar por algumas ruas da minha cidade, que eu repare em nomes pertencentes à esse louco amor; ela quer me matar. Não deixa minha concentração pairar sobre qualquer outro caminho. Ás vezes pego-me entrelaçando minhas próprias mãos, engajada naquele fascínio, imaginando o toque da outra pessoa. 

Eu simplesmente fiz de cada mísero detalhe um fantasma à me assombrar.
E agora, não há mais escapatória.

Descobri que não faço isso propositalmente. Minha busca é interminável; necessito de algum tipo de hipnoze para libertá-la de mim. Choro pelas suas últimas palavras naquele longo e contínuo texto, e logo após, automaticamente, um sorriso fixa-se em minha face pelo simples fato dessa porra ter acontecido.

A minha precipitada conclusão dar-se-à nessa última sentença.
"Eu espero que, um dia, eu consiga fazer essa mesma parte, supostamente morta em você, morrer em mim; rezo para o meu  rio de lágrimas levar-lhe de uma vez por todas, e evapore sobre as nuvens de lembranças perdidas; até o instante que esta cairá na forma de pedras de gelo, totalmente indiferentes e frias à esse meu sentimento hoje presente e infinito."


Para a curiosidade de alguns, colocarei a última frase; o fim de uma era.
"E uma parte de mim morreu quando te deixei ir".
A música chama-se "Blind", do Lifehouse.

Nenhum comentário: