Algumas cairiam tão pesadas quanto a culpa, e outras tão leves quanto um be- lo sorriso. Também penderiam aquelas saborosas, como morangos, e você co- lheria essa chuva de inocência. Outras, por sua vez, contrariando os suculentos frutos, viriam asquerosas como ácidos, e teriamos de evitá-las.
Uma chuva escrita pelas nuvens, caindo...
... caindo.
Cairiam da mesma forma palavras quebradas, frias e dolorosas, para aqueles momentos de fúria, frustação ou desilusão, em momentos de brigas e lágri- mas tristes. Uma lástima. Entretando, ao passo que tal fato poderia acontecer, palavras carinhosas, afetuosas e aconhegantes trariam a paz de um abraço, a simplicidade de um instante alegre e iluminado.
Você poderia tocá-las, sentir seu perfume,
ler seus significados com a palma da sua mão.
Você poderia segurar e enamorá-las. Poderia decifrar seu olhar.
E se a cura para a inteligencia global está nisso...
Você poderia segurar e enamorá-las. Poderia decifrar seu olhar.
E se a cura para a inteligencia global está nisso...
Na falta dessa garoa.

Um comentário:
As palavras doem mais do que a agressividade em si. Até apunhalamos os outros sem faca e sem nada com elas.
mas enfim, seu texto é lindo como sempre, e eu amo isso. PALAVRAS. Tudo que eu respiro.
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