domingo, 20 de junho de 2010

Deixe-me costurar as coisas.

Por muitas vezes, achei que meus lençóis eram irrasgáveis. 
Então, alguém os dilacerou.
Achei que não conseguiria viver com pedaços.
Porém, sou orgulhosa. Lutei contra o que socava-me internamente,
inundei os pedaços restantes e re-descobri o valor de perder.

Eu consegui.
E tudo o que precisava estava dentro de mim. Todas as linhas e agulhas.
E devo aletar-vos que todo tecido é aproveitável. É só questão de tempo, e de paciência.
A paciência atribui-se ào fato de que você deve-se costurar tudo sozinho.
É uma tarefa um tanto difícil, mas não impossível.
As pessoas ao seu redor o ajudarão a formar novos pedaços.


Um pontinho aqui, outro ali... E tudo ficará devidamente retalhado.
Eu prometo.

Um comentário:

Luísa Celiberto disse...

Novamente, você usa um abstratismo com figuras de linguagem do tipo "costurar" "agulhas" e "tecido", que leva o leitor para dentro dessa realidade. Você tem muitas novas idéias para transformar o comum em POESIA, e isso vale ouro. Parabéns, porém já esperava isso vindo de você <3