quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dois mil e oito.

    O mais incrível ano de todas as minhas 16 primaveras. Se você juntar um pou- co de acertos e erros, misturá-los com eventos quase apocalípticos, acrescentan- do soluções de amizades, amores e sentimentos verdadeiros, terá apenas um pe- queno senso do que significou aqueles 365 dias. A massa resultante da união en- tre tais ingredientes terá a forma de um coração, formalmente desenhado com um brilho infinito, muito similar ao das minhas estrelas. Similar, repito, pois este, dota- do de toda magnificência das suas progenitoras, possui características únicas, u- sadas somente para denominar certos olhares. Enfim, vivi tudo o que alguém po- deria... raivas; alegrias; momentos memoráveis; outros que você deseja esquecer e falha ao tentar... sorrisos, laços que durarão a minha caminhada inteira por es- sa estrada repleta de pedras; energias, corações tamborilantes, nasceres de um Sol testemunha de alguns atos insanos; apresentação da uma banda predi-favo- rita; cartas, telefonemas, promessas e suas dívidas... escândalos, prazeres, refor- mas, detalhes, palavras, sensações, humor, perguntas com e sem respostas, am- bições...
... sonhos.

Tudo isso bem abaixo de um céu totalmente anil, cristalizado com seus diamantes e enrusbecido pelas nuvens. Tardes inteiras desperdiçadas com as melhores e mais indevidas brincadeiras. Meu modelo, meu passado e minha melhor lembran- ça. Meu coração reside lá, com aquelas pessoas.

Inesquecível, apaixonado,  perfeito-feito.  Não moveria sequer um dedo para mu- dá-lo. Até os defeitos tornam-se motivos para qualificá-lo e deixá-lo no topo. Faria um pedestal para você, querido.

Te valorizo muito, 2008; você foi a síntese. Agradecimentos calorosos para vo- cê, um abraço enriquecido com toda minha paixão, e lágrimas de pura nostalgia pelo tempo perdido.

never forget, never, never-ever.

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